Bingo! Mais uma boa técnica da qual, nós, jornalistas (futuras hahaha), podemos usufruir. De início, parece ser complexa, mas tudo é uma questão de conhecimento, estudo e adaptação. A cauda longa veio para ficar. Acompanhe…
O cenário mercadológico tem sofrido um processo de metamorfose. E a atuação jornalística também precisa conquistar seu espaço mediante o desafio de sobreviver ao mercado, o qual está cada vez mais competitivo.
Para esta nova fase, jornalistas podem contar com a estratégia “cauda longa“. Ela é bastante utilizada no comércio on-line e propicia conteúdo segmentado (nichos), os quais têm uma repercussão bastante positiva em seus aglomerados.
A proposta modifica a maneira de levarmos a informação, atraindo públicos específicos, e está atrelada ao Jornalismo Independente. Acredita-se que o sucesso profissional do jornalista da atualidade está a percorrer esse caminho.
O universo virtual exige inovação. Hoje, produzir conteúdo na e para a Internet se tornou mais acessível, mas o comunicador que deseja se destacar precisa ousar na criatividade na hora de produzir conteúdo.
Como comunicadoras sociais, temos a responsabilidade ética de não transmitir fake news – manipulação proposital de notícia, tendo em vista a influência virtual. Pois a maneira de fabricar a notícia se tornou ainda mais interessante, prometendo seduzir o leitor(a).
No Jornalismo Independente, destaca-se o Jornalismo Júnior, da Eca-USP. Ele é responsável por disseminar conteúdo produzido pelos alunos do curso de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP). O veículo de comunicação atua sem fins lucrativos, sendo fragmentado em cultura, cinema, esportes, etc.
Os autores das obras textuais são os próprios estudantes, sem ligação com a universidade. Eles costumam compartilhar as publicações por meio da rede social Facebook, em que conseguem um alcance significativo de pessoas.
O modelo de negócio dos estudantes, então, tem respaldo em serviços nas áreas de Audiovisual, Mídias Sociais, Comunicação Visual e Assessoria de Imprensa, que são vendidos para entidades e para pesquisas da USP.
CURIOSIDADE: colaborando com a veiculação das criações textuais, existe o Clube do Jornalismo – serviço jornalístico colaborativo, idealizado, criado e organizado pelo jornalista William Messias. É, na verdade, uma parceria.
Em paralelo, há o Vaidapé. Criado por jovens que debatem cultura, periferia e marginais, o site atua com aqueles que, infelizmente, não são propriedades mediáticas, em São Paulo.
Os criadores têm o compromisso de atuar no campo do áudio, da rádio, do impresso e, claro, do digital. Desenvolvem, também, atividades educativas com os moradores do extremo da região.
A manutenção do site é feita por meio de editais.
Para fechar com chave de ouro, também existe o Bang Bang, que não poderia ficar de fora. O site se dedica a longas reportagens de temas polêmicos, como corrupção e guerra.
A iniciativa partiu do autor Leandro Demori e da Agência Fronteira, com intuito de realizar coberturas mundiais e em mais de um idioma. Vale a pena conferir!
O site sobrevive por meio de crowdfunding – financiamento coletivo – e por vendas de reportagens.
Uma dica: se você curte bastante, como a gente, o viés do Jornalismo Literário, que é um exemplo de nicho, não deixe de conferir a Escrevivência de Conceição Evaristo.
Até a próxima, queridinh@s da Sheilari!
Por: Sheila Ferraz e Larissa Azevedo
Fontes (links): Jornalismo Júnior, Clube do Jornalismo, Vaidapé e Bang Bang